TEXTOS DE APOIO_6º e 7º ANO

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TEXTO DE APOIO - 6º ANO



Parte I– História,  As gerações e Classificação dos Computadores


AS GERAÇÕES DE COMPUTADORES

É inegável que o homem vive cercados de máquinas. Existem máquinas para transportar, para escrever, para grampear, para comunicar, para manter a temperatura, para fazer máquinas e para uma infinidade de atividades. Todas criadas, idealizadas e dominadas pelo homem, auxiliando-o em seu cotidiano. O computador também é uma criação do homem, como todas as máquinas, o computador é um sistema, ou seja: é um conjunto de elementos interligados com a finalidade de atingir um objetivo determinado.
A matéria prima com que o computador trabalha é a informação. Fornecemos-lhe informações que possuímos para que processe e gere uma nova, com a qual poderemos tomar decisões, tirar conclusões, solucionar problemas, unir outras informações e obter através dele ainda mais dados.
A ciência que trata da informação chama-se Informática (INFORmação autoMÁTICA). Ela engloba o computador (tanto a parte física quanto a lógica) e os vocábulos próprios, e sua principal característica é sua dinâmica evolutiva.
O computador é uma máquina capaz de armazenar, processar, buscar, comparar, recuperar e enviar dados.

 

 

HISTÓRIA DOS COMPUTADORES – As Gerações


Primeira geração Os computadores de primeira geração são todos os baseados em tecnologias de válvulas eletrônicas. Esta geração vai até 1959, mas seu início é classificado em 1942 e 1951. Os computadores da primeira geração normalmente quebravam após não muitas horas de uso. Tinham dispositivos de Entrada/Saída primitivos, calculavam com uma velocidade só de milésimos de segundo e eram programados em linguagem de máquina. Considerando que só em 1951 surgiram os primeiros computadores produzidos em escala comercial, pode-se iniciar a primeira geração com o UNIVAC I destacando o EDVAC, o Whirlwind e o IBM 650 como computadores típicos dessa geração. Não é difícil de imaginar a confiabilidade, a quantidade de energia consumida e o calor produzido por 20.000 válvulas de um computador da primeira geração.

Segunda Geração Nos equipamentos de segunda geração, a válvula foi substituída pelo transistor, tecnologia usada entre 1959 e 1965. O transistor foi desenvolvido em 1947 no Bell Laboratories e por William Shockley, J.Brattain. Seu tamanho era 100 vezes menor que o da válvula, não precisava de tempo para aquecimento, consumia menos energia, era mais rápido e mais confiável. Os computadores da segunda geração á calculavam em microssegundos , eram mais confiáveis e o seu representante clássico foi o IBM 1401 e seu sucessor o IBM 7094, já totalmente transistorizado. Entre os modelos 1401 e 7094, a IBM vendeu mais de 10.000 computadores.

Terceira geração A terceira geração começa com a substituição dos transistores pela tecnologia de circuitos integrados - transistores e outros componentes eletrônicos miniaturizados e montados num único chip -, que já calculava em nanosegundos (bilionésimos). O evento considerado precursor da terceira geração é o anúncio em 7 de abril de 1964 da família criada por Gene Amdahl, chamada System/360, o IBM 360, com seis modelos básicos e várias opções de expansão que realizava mais de 2 milhões de adições por segundo e cerca de 500 mil multiplicações. Esse fato tornou seus antecessores totalmente obsoletos e possibilitou à IBM comercializar bem mais 30.000 sistemas.

Quarta geração A quarta geração é localizada a partir do ano de 1970 ou 1971 até hoje - considerando a importância de uma maior escala de integração alcançada pelos CI's de LSI. Finalmente, a outra corrente usa o mesmo argumento da anterior, mas considerando que a miniaturização de fato com os VLSI's, definindo a quarta geração de 1975, com o advento dos microprocessadores e dos microcomputadores.

EVOLUÇÃO DOS COMPUTADORES

Máquina capaz de realizar várias operações matemáticas em curto espaço de tempo, de acordo com programas preestabelecidos que atendem a finalidades específicas. Desde o surgimento do primeiro computador mecânico, em 1880, o objetivo foi desenvolver máquinas cada vez menores e com maior capacidade. As partes mecânicas iam sendo substituídas por componentes elétricos e, posteriormente, os relés, as válvulas e os transistores dando lugar aos chips, que permitiram o avanço dos microprocessadores, base dos microcomputadores. Em 1880, o americano Hermann Hollerith (1860-1929) desenvolve o primeiro computador mecânico e funda a empresa que se tornaria, em 1924, a International Business Machines (IBM). A partir de 1930 são feitas experiências para substituir as partes mecânicas por elétricas. A primeira máquina capaz de efetuar cálculos complexos sem a intermediação humana é o Mark I, que surge em 1944 e tem 15 m por 2,5. Dois anos depois, nos EUA, um grupo conclui o ENIAC (Eletronic Numerical Integrator and Computer), mil vezes mais rápido que o Mark I. Na mesma época é estabelecida a arquitetura básica de um computador, empregada até hoje: memória, unidade central de processamento e dispositivos de entrada e saída de dados. A invenção do transistor, em 1947, substitui a válvula e propicia a criação dos primeiros modelos de tamanho reduzido e preço mais acessível. No final da década de 50, a Texas Instruments anuncia os resultados de uma pesquisa com circuito integrado, um conjunto de transistores, resistores e capacitores construídos sobre uma base de silício (material semicondutor), chamado chip. Com ele, avança a miniaturização dos equipamentos eletrônicos. A IBM é a primeira a lançar modelos com a nova tecnologia. No final dos anos 60, a Intel projeta o microprocessador, dispositivo que reúne num mesmo circuito integrado todas as funções do processador central. Primeiro PC - Em 1974, o programador americano Bill Gates (1955) adapta a linguagem Basic dos computadores de grande porte para o Altair, o primeiro modelo de microcomputador. Gates se antecipa a uma demanda do mercado por softwares e, em 1975, funda a Microsoft. O primeiro computador pessoal, o Apple I, é criado em uma garagem, em 1976, pelos americanos Steven Jobs (1955) e Stephan Wozniak. Cinco anos depois, a IBM lança o seu PC (Personal Computer) e contrata a Microsoft para desenvolver o sistema operacional, o MS-DOS. Bill Gates convence outras companhias, além da IBM, a utilizarem o seu sistema, o que permite que um mesmo programa funcione em micros de diversos fabricantes. Em 1983, a IBM lança o PC-XT. A arquitetura é copiada em todo o mundo e os micros tipo PC passam a ser conhecidos pelos modelos do microprocessador, cada vez mais potentes: 286, 386SX, 386DX, 486SX, 486DX, Pentium e Pentium Pró (lançado em 1955). O único micro a fazer frente aos PC's é o Macintosh, que é lançado em 1984 e revoluciona o mercado promovendo o uso de ícones e do mouse. O ícone é um símbolo gráfico que indica um comando e o mouse substitui muitas das funções do teclado. No ano seguinte, a Microsoft lança o Windows, sistema operacional que utiliza também o ícone e o mouse em PC. O Windows só alcança a partir de 1990, com a versão 3.0. Em 1995 uma nova versão vende 7 milhões de cópias em menos de dois meses após o lançamento.

CLASSIFICAÇÃO DOS COMPUTADORES

Existem muitas formas de se classificar os computadores, dependendo de suas características eles podem ser divididos em vários grupos:

·         Quanto à característica de operação
·         Quanto ao porte (tamanho)
·         Quanto à característica de construção
·         Outras classificações

Quanto à característica de operação


Analógicos - representam variáveis por meio de analogias físicas. Trata-se de uma classe de computadores que resolve problemas referentes a condições físicas, por meio de quantidades mecânicas ou elétricas, utilizando circuitos equivalentes como analogia ao fenômeno físico. Os computadores analógicos tem emprego principalmente em laboratórios e para aplicações científicas e tecnológicas, enquanto os computadores digitais têm emprego mais generalizado. O computador analógico "mede".
Digitais - processa a informação representando-a por combinação de dados discretos ou descontínuos. Transforma qualquer informação, internamente, em números (trabalha com dígitos). O computador digital "conta".

Quanto ao porte (tamanho)

Os computadores podem ser classificados quanto ao seu porte em:
 Mainframes (ou computadores de grande porte)

Manipulam grande quantidade de informações atendendo vários usuários ao mesmo tempo. Especialmente voltados a aplicações comerciais.

Supercomputadores

Utilização em laboratórios de pesquisa , centros militares e de inteligência artificial. Muito rápidos. Avalia-se o desempenho dos supercomputadores em termos de MIPS (milhões de instruções executadas por segundo), cujas unidades usadas para medir a capacidade de cálculo do computador (medida de desempenho - performance) são Gigaflops e Teraflops (respectivamente, milhões e bilhões de operações de ponto flutuante por segundo). Teraflops: em termos de rapidez equivale a um computador com capacidade de 1 milhão de PCs trabalhando juntos ao mesmo tempo.

Minicomputadores

Panorama atual da Informática: classe de computadores em extinção (desaparecendo do mercado) em função da diminuição dos preços dos mainframes e o aumento da potência dos supermicros.

Supermicros

Plataforma de ambiente multiusuário e multitarefa (redes).

Microcomputadores

Década de 70, marco importante na história da Informática, surgimento dos primeiros microcomputadores em escala comercial. Indústria dos microcomputadores: Aplle (Lisa e Macintosh), IBM (IBM-PC), Compaq (micros portáteis).

1.      Baixo custo
2.      Complexidade tecnológica transparente ao usuário: desenvolvimento maciço de ferramentas e programas (crescente capacidade e potencial de aplicações), total interação com o usuário através da facilidade de operação (softwares amigáveis) e recursos visuais.

3.      Obsolência: vida útil física e principalmente vida útil tecnológica do equipamento, provocada pela velocidade do desenvolvimento tecnológico. Frente à capacidade e aplicação dos microcomputadores no mercado atual da informática, pode-se ressaltar a tendência ao desuso progressivo dos demais tipos de equipamentos em função do uso generalizado da tecnologia de microinformática.
Quanto à característica de construção
Quanto à característica de construção os computadores são agrupados em gerações. A mudança de uma geração à outra se dá pela alteração da tecnologia utilizada na construção dos computadores. Neste ponto alguns autores discordam quando ao início exato de cada período.
Gerações
Primeira
Segunda
Terceira
Quarta
Quinta
Época
1957-1959
1959-1965
1965-1975
1975
199?
Exemplos Típicos
ENLAC
UNIVAC I
EDVAC
WHIRLWIND
IBM 650
IBM 1401
IBM 7094
CDC6600
IBM 360
IBM370
DECPDP-8
IBM 3090
CRAY
Micros (evolução do computador digital)
Pentium
Tecnologia Básica
(Componentes)
Válvula
Transistor
Circuito Integrado
(CI)
CI - VLSI
CI - ULSI
Memória
2K
32K
128K
>1 M
M e G
MIPS
0.01
0.1
1K
> 10
> 100 ou gigaflops (1 bilhão de operações por segundo)
1ª Geração (1946-1954) - (1951 - 1959)
Principal exemplo desse período é o UNIVAC I, produzido em escala comercial (15 unidades foram vendidas) tinha pouco mais que 20m2. A seguir tem-se as principais características dessa geração.
·      circuitos eletrônicos a válvulas;
·         operações internas em milissegundos;
·         esquentavam muito;
·         grande consumo de energia;
·         centenas de operações por segundo;
·         quebravam com muita freqüência;
·         programação em linguagem de máquina;
·         dispositivos de entrada/saída primitivos.
2ª Geração (1955-1964) - (1959 -1965)
Computadores com transistores. Um transistor era 100 vezes menor que uma válvula o que permitiu a redução do tamanho dos computadores. Características dessa geração:

·      circuitos eletrônicos transistorizados;
·         Operações internas em microssegundos;
·         Consumiam pouca energia que os anteriores;
·         Eram menores;
·         Eram mais rápidos;
·         Milhares de operações por segundo;
·         Linguagens simbólicas (ASSEMBLY).
3ª Geração (1965-1974) - (1965 - 1975)
A principal característica dessa geração é a utilização de circuitos integrados (miniaturização dos transistores e outros componentes eletrônicos).
·         muito mais confiáveis (não há peças móveis);
·         muito menores;
·         baixíssimo consumo de energia;
·         custo menor;
·         escala de integração crescente (cada vez mais componentes num mesmo chip, através de processos mais precisos de miniaturização de componentes).
Quantos circuitos eletrônicos podem-se colocar num único chip:
·         SSI (Small Scale of Integration) - Dezenas de CIs
Aproximadamente 10 circuitos - Início da década de 60
·         MSI (Medium Scale of Integration) - Centenas de CIs
Aproximadamente 100 circuitos - Final da década de 60
·         LSI (Large Scale of Integration) - Milhares de CIs
Aproximadamente 1.000 circuitos - Década de 70
·         VLSI (Very Large Scale of Integration) - Centenas de milhares de CIs
Aproximadamente 10.000 circuitos - Década de 80
·         ULSI (Ultra Large Scale of Integration) - Milhões de CIs
Aproximadamente 100.000 circuitos a 1.000.000 de circuitos - Década de 90 operações internas em nanosegundos. Alguns autores consideram que a terceira geração vai até os dias de hoje. Outros consideram que a partir da tecnologia LSI e até mesmo VLSI são o marco para o início da quarta geração de computadores.
4ª Geração (1974 - hoje) - (1975)
·         LSI (Large Scale of Integration) e VLSI (Very Large Scale of Integration)
Microprocessador (levou a criação dos microcomputadores). Este é o principal marco dessa geração o que permitiu que a informática realmente realizasse o seu processo de difusão, pois a partir desse ponto começou a tornar-se acessível a qualquer pessoa a compra de um computador de uso pessoal.
5ª Geração - projeto japonês: sistemas de computação envolvendo inteligência artificial, sistemas especialistas e linguagem natural.
Há autores que consideram uma quinta geração de computadores que surge a partir do desenvolvimento de máquinas de processamento paralelo, arquitetura Risc, computadores com inteligência artificial (sistemas especialistas) e desenvolvimento de linguagens naturais.
Outras Classificações

Os computadores podem ser classificados conforme número de processadores, o número de usuários e a interligação entre os computadores.

·         Sistema monoprocessado e multiprocessado: um processador X vários processadores.
·         Sistema monousuário e multiusuário: um usuário X vários usuários.
·         Sistema centralizado e distribuído: processamento concentrado em um ponto X processamento distribuído em vários pontos.


 
 



Parte II – Introdução (Informação – Hardware e Software)

SISTEMA DE INFORMAÇÃO

Conjuntos de componentes inter-relacionados que coletam (entrada), manipulam (processamento) e disseminam (saída) de dados e informação, proporcionando um mecanismo de feedback para atender a um objetivo.
Todos nós interagimos diariamente com sistemas de informação, usamos os caixas automáticos dos bancos, os scanners de leitura de preços dos supermercados que identificam nossas compras usando o código de barras, e, ainda, obtemos informação em quiosques por meio de telas sensíveis ao toque.

O CONCEITO DE INFORMÁTICA

Ao longo da história, o homem tem precisado constantemente tratar e transmitir informações, por isso nunca parou de criar máquinas e métodos para processá-las. Com esta finalidade, surge a informática, como uma ciência encarregada do estudo e desenvolvimento dessas máquinas e métodos.
A informática nasceu da idéia de auxiliar o homem nos trabalhos rotineiros, exaustivos, repetitivos em geral, cálculos e gerenciamento.
Então podemos dizer que INFORMÁTICA (INFORmação autoMÁTICA), é a ciência que estuda o tratamento automático e racional da informação.

CONCEITOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Dados

São fatos não trabalhados ainda pelo sistema. É um registro da informação. Representam as coisas do mundo real.
Ex: o nome de um funcionário, a quantidade de horas trabalhadas, quantidade de peças em estoque, etc.

Tipos de Dados

Dados
Representação
Alfanuméricos
Letras, números e outros caracteres
Imagens
Imagens gráficas, fotos, etc.
Áudio
Som, ruídos ou tons
Vídeo
Imagens em movimento ou fotos

Informação

É a matéria-prima com que o computador trabalha. Fornecemos-lhe informações que possuímos para que ele processe e gera uma nova, com a qual podemos tomar decisões, tirar conclusões, solucionar problemas, unir as informações e obter através dele ainda mais dados.
 




MEMÓRIA

É a unidade de armazenamento do sistema computador. Toda e qualquer informação e/ou instrução do computador deve estar na memória para a realização de uma tarefa.
A capacidade de memória é quantificada em bytes (já que nos interessa saber o número de caracteres que podemos guardar). Quando a quantidade é muito grande, utilizamos os múltiplos de byte.
Byte
1 unidade
Kilobyte (Kbyte) – Kb
1.024 bytes
Megabytes (Mbyte) – Mb
1.024 Kbytes
Gigabytes (Gbyte) – Gb
1.024 Mbytes

A memória é dividida em duas partes: a principal e a secundária (ou auxiliar)
A memória principal é formada por componentes de dois tipos, RAM e ROM, e é interna ao computador. Já a memória secundária é externa ao computador, e é utilizada para guardar dados e programas para posterior reutilização.


a)      Memória Principal

RAM

A RAM (Random Access Memory = memória de acesso aleatório) é um tipo de memória volátil, ou seja, pode ser gravada, lida e alterada via programa. Seu conteúdo é destruído quando o micro é desligado.
O nome “memória de acesso aleatório” vem do fato de que esta memória não guarda as informações em seqüência, mas sim em posições (endereços) não previamente definidas. É a área da memória que se destina as armazenamento do programa e os dados relativos ao processo que está sendo relativos a processo que está sendo realizado no momento, ou seja, é a nossa área de trabalho.


ROM

 A ROM (Ready Only Memory´= memória apenas de leitura) é um tipo de circuito de memória, constante, fixa, de acesso seqüencial.
Já vem gravada de fábrica e contém as informações básicas para o funcionamento do computador (por exemplo: o sistema operacional)
Ativa os dispositivos necessários para a inicialização das tarefas. Funciona como se fosse um manual de consultas interno do computador.
De acordo com o processo de gravação do qual se vale o fabricante, existem três tipos de ROM, a saber:

FIRMWARE é o nome especial que se dá ao componente que vem gravado de fábrica por se tratar de software embutido em hardware, ou hardware programado, também definido por fusão de hardware com software; no caso, qualquer tipo de ROM é firmware.


Memória Cache

Memória de alta velocidade, onde o processador consegue acessar mais rapidamente as informações do que as memórias principais. Todos os dados utilizados freqüentemente no processamento são armazenados na memória cache, ao invés de serem armazenados na memória RAM que é mais lenta. Como existem menos dados na memória cache, a CPU pode acessá-los mais rapidamente do que se estivessem na memória principal. 

b)     Memória Secundária (Auxiliar) 

Como sabemos que a memória que está dentro o computador fica ativa durante os processamentos, e quando desligamos a máquina ela perde seu conteúdo, precisamos de recursos para armazenar dados e programas fora do computador: a memória auxiliar ou secundária.

DISCOS

Os discos, como parte da memória auxiliar, são unidades que permitem manter as informações intactas fora da memória principal.
Os discos são gravados e lidos magneticamente e não pelo mesmo processo dos discos de áudio que são comprados em lojas.
Todos os discos são divididos em trilhas, e as trilhas, em setores.
A gravação é feita de modo aleatório (sorteado), de acordo com os espaços disponíveis.
Já a leitura é feita de modo direto, e para localizar essas informações, o disco tem uma trilha só com os endereços das informações.
Existem dois tipos principais de discos: rígidos e flexíveis.

a)      Discos Rígidos:
o   Têm muito maior capacidade de armazenamento;
o   Ficam fixos dentro do computador;
o   Custam mais caros, mas são seguros;
o   Para grande porte chamam-se DISK-PACKs;
o   Para micros chamam-se WINCHESTERs ou HDs;

Dispositivos de Entrada 

São aqueles que enviam informações do meio externo (dados brutos que são lançados para dentro da máquina), para a CPU; convertem em informação utilizável pela máquina.
Mouse e teclado são dispositivos mais comuns para entrar e inserir dados como caracteres, textos e comandos básicos. Algumas empresas estão desenvolvendo teclados mais confortáveis, ajustáveis e mais rápidos de usar.Teclados como da Microsoft, entre outro, que foram projetados para evitar danos às mãos e os pulsos  causados por muitas horas de digitação. Dispositivos de voz que usam microfones e software especiais para registrar e converter o som da voz humana em sinais digitais. O reconhecimento de voz também pode ser utilizado em sistemas de segurança das empresas permitindo o acesso a áreas restritas somente de pessoal autorizado. Existe também a biometria, que é um dispositivo de entrada que lê as informações da impressão digital dos dedos da pessoa, podendo restringir o acesso a algumas áreas da empresa. As câmeras digitais também são outro tipo de dispositivo de entrada, elas registram e armazenam imagens e vídeos na forma digital, bastante parecidas com os modelos convencionais.   

Dispositivos de Saída

São dispositivos que recebem as informações da CPU já processadas, a fim de que sejam mostradas ao usuário. Estes dispositivos fornecem saída para aos usuários para poderem tomar decisões em todos os níveis de uma organização, desde a resolução do problema até a capitalização de uma oportunidade competitiva. Qualquer que seja seu conteúdo ou forma, a função desses dispositivos compreende o fornecimento da informação certa, para a pessoa certa, no formato certo e na hora certa. Os monitores semelhantes a um aparelho de TV exibem estas saídas para o usuário. Existem vários modelos, marcas e preços sendo que as novas tendências de mercado são os monitores de cristas líquido, ou telas de LCD, que funcionam através de uma pistola de elétrons, ditante cerca de 1 pé (30,48cm) da tela, o que os torna grandes e volumosos. São telas planas que utilizam cristais líquidos, ou melhor, material orgânico semelhante ao óleo colocado entre dois polarizadores para formar caracteres e imagens gráficas sobre uma tela iluminada por trás. Os plotters são também um tipo de dispositivo de saída são utilizados para a impressão de projetos de arquitetura, engenharia, nas empresas, para imprimir projetos, esquemas e desenhos de construções ou de novos produtos em papel acetato ou transparências. A largura padrão é de 24 e 36 polegadas.

O QUE É SOFTWARE?

Você já percebeu uma coisa: um sistema de computação constitui-se de duas partes, sendo uma física (circuitos) e uma lógica.
Toda a parte lógica do sistema recebe um nome genérico: SOFTWARE.
Fazem parte do Software: o programa, o sistema operacional, os dados, o compilador, o assembler, o interpretador etc.
Existem três tipos de software: básico (do fabricante), utilitários (de apoio) e aplicativos (do usuário).

1. Software Básico

É o conjunto dos programas básicos que o fabricante do computador ou SoftHouse especializada desenvolve para utilizar toda a sua potencialidade. Exemplos típicos: sistemas operacionais e seus complementos, compiladores e interpretadores.

2. Software Utilitário

São programas desenvolvidos por empresas ou profissionais liberais especializados, para auxiliar na execução de tarefas repetitivas e exaustivas. Existe um infinidade de utilitários, mas podemos agrupá-los em famílias de acordo com a área de atuação: editores de texto, planilhas eletrônicas, bases de dados, geradores de gráficos, simuladores, ferramentas operacionais e integrados.

2.1 Editores de Texto

Tem a função de auxiliar na criação/correção de textos, permitindo formatar, alterar, duplicar, copiar, concatenar (ligar em seqüência), imprimir cópias, gravar para depois reutilizar etc.
Dentro do editor, trabalha como se o vídeo fosse uma folha de papel na máquina de escrever, com a vantagem de que se pode “correr” pela folha com o cursor e fazer correções, alterações, “salvar” o texto em disco para utilizar em outra ocasião, além de se contar com um número considerável de comandos para inserir trechos de outro texto, repetir operações, anular linhas inteiras ou qualquer outra operação que facilite o trabalho.
Um bom editor de texto permite a elaboração de:
·      Etiquetas de identificação;
·      Mala direta;
·      Correspondências;
·      Formatação de páginas;
·      Layout de fichas;
·      Escrituras;
·      Livros como este com numeração de páginas, índice, vários tipos de letras etc.

2.2 Planilhas eletrônicas

Tem a função de manipular tabelas numéricas ou não, com a facilidade de efetuar cálculos por linhas ou pro colunas. As planilhas geralmente se apresentam em formato de linhas e colunas, sendo as linhas identificadas por letras e as colunas por números. Para localizar ou operar com um dado fornece-se à linha e a coluna onde ele se encontra. Exemplo: para localizar uma dado na linha B coluna dois, digita-se B2 (chamado de célula).
Com uma planilha eletrônica pode-se elaborar:
·      Fluxo de caixa;
·      Controle de conta bancária;
·      Controle de estoque simples;
·      Controle de materiais;
·      Controle de frotas;
·      Cálculos contábeis;
·      Cálculos científicos.

Parte III – Arquivos

De um modo geral os dados estão organizados em arquivos. Por isso, e esquematização das soluções de problemas prevê a organização de um ou mais desses arquivos. Define-se pois arquivo como um conjunto de informações referentes a um determinado problema, podendo essas informações, dizerem respeito a programas ou simplesmente a dados. Por extenso em processamento de dados, chamam-se também arquivos a determinadas áreas, reservadas em qualquer dispositivo de memória, para inclusão de informações no momento ou no futuro.
Denominam-se arquivos de entrada aos que residem em qualquer veículo possível de ser lido pelo computador: cartões perfurados, fita magnética, discos magnéticos, CD’s, etc.
Arquivos de saída são geralmente impressos, pois, quase sempre contêm informações das quais se desejam relatórios escritos podem, porém, residir também em discos, fitas e cartões perfurados.
Caso comum é o de um sistema possuir um arquivo de programa e diversos arquivos de dados.
Quando um sistema se propõe a executar determinado tipo de processamento (folha de pagamento, por exemplo) sobre uma massa de informações cadastradas (todas as informações pertinentes aos empregados da empresa necessárias ao cálculo do pagamento), esses dados (informações sobre os empregados) costumam estar contidos em dois arquivos de tipos diferentes:

Tipos de Arquivos

·      Arquivo Mestre (ou arquivo permanente) = contém a massa de informações que dizem respeito ao assunto. Também conhecido com cadastro, arquivo principal ou arquivo atual.
·      Arquivo de Movimento (ou arquivo transitório) = que contém informações referentes a alterações que devem ser efetuadas sobre o cadastro (ou arquivo mestre) de modo a atualizá-lo.
Á técnica utilizada para produzir um novo arquivo atual a partir da interação de sua versão com as informações de um arquivo de movimento, chama-se balance-line.
Diz-se que registro é cada um dos elementos bem definidos do cadastro: por exemplo, em um sistema que controla transações bancárias, cada registro pode ser constituído pelo número da conta, data da transação, código da transação, valor da transação e saldo.
É interessante salientar que esse registro tem caráter lógico e, por isso, é denominado também registro lógico.
Há em contrapartida, o que em processamento de dados se denomina registro físico, que diz respeito à quantidade de informação transmitida à memória ou retirada dela em conseqüência de uma única instrução.
Um registro lógico pode ser maior ou menor que um registro físico. É mais comum a caso de, em um registro físico, encontrarem-se dois ou mais registros lógicos (lidos e levados à memória como um registro único). Denomina-se fator de bloco ou blocagem à relação entre o número de registros lógicos pelo de registro físico.



ORGANIZAÇÃO DOS ARQUIVOS E MÉTODOS DE ACESSO

Quando se cria uma arquivo de dados é de máxima importância à análise da filosofia de trabalho que motivou a sua criação, para que se determine o tipo de organização mais adequado. Os três principais métodos de organização de arquivos são:

·      Seqüencial
·      Seqüencial indexado
·      Aleatório

Nos métodos básicos de acesso a registros de um arquivo são:

·      Seqüencial
·      Indexado
·      Direto

Procedimento nos diversos arquivos

Nesse tipo de arquivo, os registros são gravados em ordem seqüencial por suas respectivas chaves, havendo pois uma perfeita ordenação; tanto lógica quanto física. A chave de cada registro é um atributo comum a todos eles e, em princípio, capaz de individualizar cada um.
A principal vantagem do arquivo seqüencial é o rápido acesso aos registros, quando a maior parte deles tem que ser pesquisada, seja em tarefas de mera consulta ou em trabalhos de atualização.
Ele poderá estar armazenado em veículos de acesso seqüencial (fita magnética) ou de acesso direto (disco ou tambor magnético). Nesse último caso, a consulta de um registro é feita através do processo denominado pesquisa binária é lido inicialmente o registro desejado, em seguida lê-se o registro central dessa metade e, assim sucessivamente até que, diante de um segmento relativamente curto do arquivo, é feita uma busca seqüencial.
Quanto à atualização, tendo em vista a necessidade de que seja mantida a ordenação física dos registros, a operação requer que o arquivo seja copiado, a fim de remover espaços resultantes das exclusões e, por outro lado, acomodarem-se, em suas devidas posições, os novos registros incluídos. Essa atualização é feita pela técnica balance-line, em que um terceiro arquivo (novo arquivo mestre) é gravado a partir da comparação entre os registros da versão disponível do arquivo mestre com os registros do arquivo de movimento.



Resumo dos Procedimentos em Arquivos Seqüenciais
Pesquisa (Acesso)
Consultam-se os registros seqüencialmente ou (caso o dispositivo seja de acesso direto) pela pesquisa binária
Inclusão
Copia-se o arquivo até o registro de ordem n (enésimo na ordenação); grava-se o registro que se quer incluir naquela posição (isto é, respeitando-se a seqüência); copia-se o restante do arquivo anterior; renomeia-se o arquivo novo.
Exclusão
Arquivo em disco: apaga-se o registro; compacta-se o arquivo.
Atualização
Através do balance-line
Arquivo Seqüencial – Indexado

Nessa modalidade de organização, cada registro é acessado de modo direto; logo, a organização não se presta a veículos de gravação/leitura seqüencial.
Quando se cria um arquivo seqüencial-indexado, ficam reservadas três ares no veículo de gravação: uma área denominada principal, onde são gravados os registros propriamente ditos, escalonados pela chave em subáreas; uma área destinada a um índice, que indica a subárea da área principal onde determinado grupos de registros se encontra gravado; e a terceira área, denominada área de overflow, onde se encontram os registros que não foram alojados na área principal.
A área principal é definida quando o arquivo é gerado. Ela é ampliada (caso mais comum) ou reduzida toda vez que o arquivo é reorganizado.
Por ocasião de cada reorganização, que é uma operação periodicamente realizada, os registros são mantidos ordenados seqüencialmente segundo a chave de classificação, mas totalmente contidos na área principal, esvaziando-se a área de overflow. Por ocasião das inclusões subseqüentes, novos registros são gravados na área de overflow; esses registros são mantidos em listas subordinadas às diversas subáreas da área principal.
Cada registro é, pois, acessado através de um diretório chave-endereço (índice). Cada subárea de área principal os registros estão logicamente ligados em seqüência pelas chaves.

Resumo dos Procedimentos em Arquivos Seqüenciais-Indexados
Pesquisa (Acesso)
Normalmente é realizada através da facilidade do diretório chave-endereço (a partir de uma preliminar consulta à área de índices). Em casos em que seja mais prático; a pesquisa também pode ser feita seqüencialmente (ordem continua das chaves); nesse caso, o sistema acessa diretamente a área de dados (endereços), isto é, sem acessar inicialmente a área de índices
Inclusão
Grava-se o registro, o sistema atualizará os ponteiros: o registro anterior apontará para o incluído, e o registro incluído apontará para o anteriormente apontado. Se for o caso, o sistema atualizará a área de índices.
Exclusão
Apaga-se o registro; compacta-se o arquivo. O sistema reorganizará os ponteiros e, se for o caso, a área de índices.
Atualização
Lê-se todo o arquivo, inclusive a área de overflow; ordena-se e grava-se o arquivo. O sistema reorganizará a área de índices; a área de overflow ficará vazia.

Parte IV – Sistemas Operacionais

INTRODUÇÃO
 Sistema Operacional é um grupo integrado de programas que permitem a comunicação entre o computador e o usuário. Um SO tem 3 funções principais: ajudar a criar e manipular um sistema de arquivos; executar programas; usar os dispositivos conectados a seu computador.
Podemos falar destas funções de uma outra maneira:
a)      Apresentar ao usuário uma máquina mais flexível e adequada para programar do que aquela que o hardware nu apresenta . Ele torna a comunicação do homem com a máquina mais natural e inteligível;
b)      Possibilitar o uso eficiente e controlado dos vários componentes de hardware que constituem um sistema como um todo: processador, memória principal e secundária, canais de E/S, controladores, periféricos, etc.;
c)      Possibilitar a diversos usuários o uso compartilhado e protegido dos diversos componentes de hardware e software do sistema de modo que o sistema seja utilizado de maneira mais eficiente e que usuários possam se beneficiar do trabalho de outros e cooperar entre si na execução de projetos complexos.
A linguagem de comunicação do usuário com o SO é chamado de "linguagem de controle". Ela tem em geral uma declaração ou um comando simples por linha dirigindo o SO a executar uma ação específica como gravar um conjunto de dados em disco, compilar um programa, executar um programa, consignar periféricos, abrir ou fechar arquivos, etc.

CONCEITOS BÁSICOS

Sistemas Operacionais (ou monitor, executivo, supervisor, controlador, etc.)
Por mais complexo que possa parecer, um SO é apenas um conjunto de rotinas executado pelo processador, da mesma forma que qualquer outro programa. Sua principal função é controlar o funcionamento d computador, como um gerente dos diversos recursos disponíveis no sistema.
As funções do SO são:

Facilidade de acesso aos recursos do sistema: é devido ao SO que, quando utilizamos os componente de um computador, como terminais, impressoras, discos e fitas, não nos preocupamos com a maneira como é realizada esta comunicação e os inúmeros detalhes envolvidos.
O SO, então, serve de interface entre o usuário e os recursos disponíveis no sistema, tornando esta comunicação transparente e permitindo ao usuário um trabalho mais eficiente e com menores chances de erros.
Este conceito de ambiente simulado, criado pelo SO, é denominado máquina virtual e está presente, de alguma forma, na maioria dos sistemas atuais.

Compartilhamento de recursos de forma organizada e protegida

Quando pensamos em sistemas multiusuários, onde vários usuários podem estar compartilhando os mesmos recursos, como, por ex., memória e discos, é necessário que todos tenham oportunidade de Ter acesso a esses recursos, de forma que um usuário não interfira no trabalho do outro. O SO é responsável por permitir o acesso concorrente a recursos do computador, de forma organizada e protegida, dando ao usuário a impressão de ser o único a utilizá-los.
O compartilhamento de recursos permite, também, a diminuição de custos, na medida em que mais de um usuário possa utilizar as mesmas facilidades concorrentemente, como discos, impressoras, linhas de comunicação etc.
O SO também é responsável pelo controle do uso de diversas tarefas concorrentemente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1.      Apostila de Sistema de Informação – Professora Sônia Reni, 2005.
2.      Introdução à Informática – Autores: Ângela J. Nascimento e Jorge L. Heller, editora Makron Books.
3.      Redes de Computadores – Curso Completo – Gabriel Torres, editora Axcel Books.
4.      Revista Info Exame – Guia de Carreiras em TI – Outubro de 2003, editora Abril.
5.      Lísias Rapid – Lísias Software – Copyright 1997, Versão 1.1.
6.      Arquitetura de Sistemas Operacionais - Machado, Francis Berenger, 2.ed. – 1997 – 232p
7.      Internet – http://www.lanlink.com.br

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